Como muitos diretores brasileiro, Fernando Coni Campos - ou apenas "Champs", como era conhecido pelo amigos - fez menos filmes do que deveria - apenas sete longas. E embora tenha começado a carreira ali no início dos anos 60 junto com nomes ligados ao Cinema Novo, feito um filme considerado "marginal", Coni Campos nunca se sentiu parte de movimento algum. Para ele, a quantidade de regras amarrava o filme, transformava tudo em dogma, perdendo a liberdade. Podemos dizer que Fernando transitou ao lado de todos, trilhando seu caminho próprio, ao mesmo tempo que se deixava influenciar pelo que achava necessário.
É uma pena que seus filmes sejam tão inacessíveis ao grande público, pois Fernando buscava o popular - melhor ainda, sempre quis fazer a ponte entre o popular e o intelectual. Um diretor com o pé em tantas outras áreas: arquitetura, poesia, artes plásticas e, é claro, o cinema; se na sua cabeça cabiam milhares de referências, os seus filmes eram os mais abertos possíveis, a expressão mais sincera de um homem que quis fazer cinema no Brasil. E conseguiu. Que seus filmes sejam mais vistos hoje, quando são totalmente relevantes e pertinentes.
Todas as sessões são às 19h, na sala 102k, nas quintas de abril.
Programação:
08/04: Viagem ao fim do mundo (1968, 90 minutos)

15/04: Ladrões de cinema (1977, 127 minutos) - exibição em 16mm; nesse dia, Coni Campos completaria 77 anos de vida.
29/04: O mágico e o delegado (1983, 103 minutos) - exibição em 16mm

No comments:
Post a Comment